Repito a foto:beleza em dobro, agora ao natural
Lembrei hoje de uma coisa estranha, uma condicionante, relacionada ao texto anterior:
O ator que vez o papel do herói menino de "A história sem fim II"
(Jonathan Brandis), deu um fim à própria história.
Ele foi uma criança privilegiada pelo sucesso infantil,
e foi um adulto frustrado por promessas que não se concretizaram.
Acho que devem existir frustações de todo tipo e de intensidade,
então qual a razão para algumas se transformarem em doenças terminais?
Por que algumas ficam e outras se vão? Por que alguns superam?
O menino que teve o mundo a seus pés, quando adulto, lhe caiu sobre cabeça.
O menino que teve o mundo a seus pés, quando adulto, lhe caiu sobre cabeça.
Acho que dentro de cada frustação existe uma dose menor
ou maior de arrependimento, pelo feito e pelo não feito.
Arrependimento é um caminho sem volta,
Arrependimento é um caminho sem volta,
quando ele se instala sangra.
Para uns, vem em pequenas gotas que se pode lamber para não desperdiçar.
Cada lambida renova o sentimento da dor, até que um dia,
cedo ou tarde, ele se transforma numa cicatriz.
Do dia pra noite, o que foi dor vira sabedoria e você sabe que cresceu.
Já para outros, toda dor se acumula e se multiplica, esgotando tudo numa sangueira mortal.
Não dá para "lamber suas feridas" quando são tão grandes.
Não sei qual a causa, nem quando e nem quanto este jovem sangrou,
mas certamente, ele foi consumido pela dor.
Ou pior,o arrependimento final pode ter vindo tarde demais.
Nesta vida tão curta, a realidade matou a fantasia.
FIM

2 comentários:
O Ministério da Saída adverte:
Arrependimento faz mal à saúde.
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