Hoje eu decidi:
minha parcela alemã é maravilhosa, pena que em casa, ninguém nos ensinou alemão. Agora é tarde e muito difícil, não sobrou ninguém pra ensinar.
Não consigo imaginar a dificuldade dos meus ancestrais para falar o português sem "caregar" nos "eres" ou "escoregar nos" concordâncias. Se foi por isso ou por preconceito dos que chegaram antes (portugueses), o certo é que perdemos nós, a geração que não carrrrrega mas não fala.
Minha bisa "caregava" mas minha avó só muito raramente. Meu pai entendia mas nunca ouvi conversar em alemão. A melhor escola da cidade tinha alemão no currículo mas mudamos, de cidade, antes de começar o estudo. Mesmo os primos que estudaram neste colégio, hoje não se atrevem a falar com quem sabe, faltou o cotidiano.
Meu sogro não falava muita coisa em italiano, somente umas bobagens escatológicas e deu. Eles, os italianos, também perderam sua língua de origem.
Virar um brasileiro nos deixou meio orfãos de outras línguas que poderiamos saber.
Na América do Sul, estamos cercados de "castelhanos"(acho que vêm daí nossa soberba paranóica isolacionista), deveriamos poder conversar igualmente, sem broncas linguísticas, com todos eles. Teria sido tão fácil deixar que os hermanos se aquerenciacem um pouco mais por acá. Em lugares turísticos, para tomar "la plata", se "habla", mas é só. As rixas territoriais acabaram por nos segregar como parceiros de continente. Nos tratamos como hermanos somente para tirar um sarro ou chiste. Nossas contendas se transferiram das armas para a "pelota". Por aqui somos os mais "platinos" dos brasileiros, mas mesmo nós não somos "hermanos". Somos gaúchos igualmente, porém nos ignoramos de maneira quase ignorante.
minha parcela alemã é maravilhosa, pena que em casa, ninguém nos ensinou alemão. Agora é tarde e muito difícil, não sobrou ninguém pra ensinar.
Não consigo imaginar a dificuldade dos meus ancestrais para falar o português sem "caregar" nos "eres" ou "escoregar nos" concordâncias. Se foi por isso ou por preconceito dos que chegaram antes (portugueses), o certo é que perdemos nós, a geração que não carrrrrega mas não fala.
Minha bisa "caregava" mas minha avó só muito raramente. Meu pai entendia mas nunca ouvi conversar em alemão. A melhor escola da cidade tinha alemão no currículo mas mudamos, de cidade, antes de começar o estudo. Mesmo os primos que estudaram neste colégio, hoje não se atrevem a falar com quem sabe, faltou o cotidiano.
Meu sogro não falava muita coisa em italiano, somente umas bobagens escatológicas e deu. Eles, os italianos, também perderam sua língua de origem.
Virar um brasileiro nos deixou meio orfãos de outras línguas que poderiamos saber.
Na América do Sul, estamos cercados de "castelhanos"(acho que vêm daí nossa soberba paranóica isolacionista), deveriamos poder conversar igualmente, sem broncas linguísticas, com todos eles. Teria sido tão fácil deixar que os hermanos se aquerenciacem um pouco mais por acá. Em lugares turísticos, para tomar "la plata", se "habla", mas é só. As rixas territoriais acabaram por nos segregar como parceiros de continente. Nos tratamos como hermanos somente para tirar um sarro ou chiste. Nossas contendas se transferiram das armas para a "pelota". Por aqui somos os mais "platinos" dos brasileiros, mas mesmo nós não somos "hermanos". Somos gaúchos igualmente, porém nos ignoramos de maneira quase ignorante.
O próprio português não é de todo isento de entraves. O Pedro tem amigos em Portugal e algumas conversas geram grandes piadas. Termos como putos,bichas ou paneleiros, podem desencadear risadas e explicações.
Graças à santa internete, temos tradutor pra quase todas as línguas. Não consigo traduzir as saudações de meus amigos "fotógrafos" da Turquia e nem dos gregos, já os japonêses, felizmente, sempre postam em inglês.
Não quero ter que falar a língua dos americanos lá do norte.
Se pudesse aprendia todas línguas do planeta e misturava tudo numa grande máxima lingüística planetária.
Eu quero uma linguagem universal, que seja minha, que seja de todos.
Eu quero uma linguagem universal, que seja minha, que seja de todos.
TELEPATIA BANDA LARGA JÁ.
Um comentário:
A figura no centro da foto é meu sogro esctalógico. Hoje deve estar torrando, com bobagens, algum anjinho gaiato noutras paragens.
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